A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 09/06/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi promulgada após a 2° Guerra Mundial, diante, principalmente, do holocausto sofrido pelos judeos. Assim, tal carta objetivava proporcionar o mínimo de bem-estar , além de garantir a dignidade à toda pessoa humana frente aos horrores da guerra. Entretanto, quando se analisa a questão da fome no Brasil, bem como seus altos índices, vê-se que tais direitos não são, de fato, aplicados a muitos cidadãos em que a insegurança alimentar é constante. Destarte, não só a tão presente desigualdade social, mas como a má distribuição comida, são causas da questão em voga no país.

Cabe destacar, a priori, que segundo o sociólog Karl Marx, a história humana se resume em uma luta de classes, ou seja, em dois grupos, os opressores e os oprimidos. Dentro da sociedade capitalista do novo milênio, tal citação é um fato. Isso porque, desde do início da industrialização mundial, sempre houve conflitos envolvendo operários e donos fabris, em que os burgueses, a fim de obterem lucros, exploravam os trabalhadores lhes oferecendo baixos salários. Dessa forma, a partir daí, começaram-se a aparecer, evidentemente, as maiores disparidades socias fruto do capitalismo. Nesse viés, no Brasil não seria diferente, em que a menor qualidade de vida, seja na saúde ou na educação, impulsionam a desigualdade social e contribuem para a fome no país.

Em consequência disso, diante da heterogeneidade econômica da população, a má distribuição de alimentos é um fato. Durante o período Clássico, em Atenas, na Grécia, a Democracia vivenciada por eles garantia vários direitos inerente, os quais proporcionavam bem-estar e conforto. Entretanto, apenas homens ricos e nobre poderiam ser considerados cidadãos e protegidos pela lei. Logo, dentro da realidade brasileira não é muito diferente, pois, apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos garantir a boa alimentação como direito fundamental, nem todos podem usufruir disso na prática, principalmente, pela má distribuição de alimentos. Nesse prisma, apesar do Brasil ser um maiores produtores de alimentos do mundo, muitos ainda passam fome porque não podem compra-lo.

Com isso, vê-se que a fome é um sérios problema cujas causas resultam da disparidade social e da má distribuição de comida. Portanto, cabe ao Executivo, em parcerias com ONGs, realizarem a distribuição semanal de cestas básicas nos lugares mais pobres do país e com maiores índices de insegurança alimentar, entregue de casa em casa por profissionais, por meio da disponibilazação de verbas públicas e privadas, a fim de obter uma medida paleativa de curto prazo. Ademais, deve ser feito maiores investimentos na educação, por parte do governo, incentivando e disponibilizando maiores vagas nas universidades e em ensino profissionalizante, como meio de ascenção social.