A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 09/06/2021

Na Revolução Industrial (século XVII), é retratada a situação de fome vivenciada por parte da população industrial devido à baixa renda dessa parcela da sociedade e devido à ineficácia do governo industrial na promoção de ações para fornecer alimentos. Paralelamente à História, no Brasil hodierno, uma parte da população enfrenta a fome por não dispor de um alto poder aquisitivo e pela inércia do poder público na resolução dessa questão. Desse modo, é necessária a ação do Estado para promover o acesso à comida em todo o território nacional.

Em primeiro plano, nota-se que o baixo poder de comprar da camada mais pobre da sociedade faz com que a questão da fome se agrave no Brasil. Dessa forma, semelhante à Revolução Francesa (1789-1799) - a qual retratou a dificuldade de obter alimentos por pessoas da população que não possuíam recursos financeiros -, infere-se que o baixo poder aquisitivo implica dificuldade na compra de alimentos. Analogamente ao fato supracitado, no território nacional, muitos cidadãos não conseguem se alimentar por não desfrutar de um alto poder de comprar fazendo com que se agrave a questão da fome no Brasil. Por conseguinte, é necessária a ação do governo na promoção de vagas de trabalho para aumentar o poder de compra desses grupos sociais vulneráveis financeiramente.

Outrossim, é inegável que a falta de ações para combater a fome é um dos impulsionadores para a persistência da problemática na nação. Sendo assim, ao não desenvolver políticas públicas para o fornecimento de alimentos para os indivíduos, como previsto pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Estado infringe a prerrogativa supracitada por não dispor de projetos que visem o combate a escassez de alimento para a população no território nacional. Assim, muitos cidadãos brasileiros passam dificuldades para se alimentar em todo o Brasil, uma vez que o órgão responsável não desenvolve projetos para prover a distribuição de comida para a sociedade . Logo, é mister afirmar a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas para disponibilizar comida à população.

Portanto, cabe ao Ministério do Trabalho, em parceria com as empresas, aumentar o número de ofertas de empregos, por meio da parceria público-privada entre as empresas e o Estado, de acordo com a disponibilidade e a necessidade do mercado financeiro, com o intuito de aumentar o poder aquisitivo desses grupos para comprar alimentos. Ademais, cabe ao poder Executivo, em parceria com o Judiciário, aumentar a fiscalização sobre as ações do Estado, por intermédio da criação de comissões fiscalizadoras para monitorar projetos de distribuição de alimentos, com a finalidade de assegurar o desenvolvimento de políticas públicas para o fornecimento de itens de subsistência à população. Destarte, a adoção de tais medidas contribuirá para a diminuição da fome no Brasil.