A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 14/06/2021

Segundo o artigo 3 da Constituição Federal de 1988, é objetivo fundamental da república federativa do Brasil: erradicar a pobreza, a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regional da população brasileira. Conquanto a realidade é controversa, pois o, país perpassa por tais problemáticas há anos como o fato dás, desigualdades sociais e a concentração de riquezas e de terras. Desta forma, é necessária uma melhora da distribuição alimentícia e de renda para que futuramente desfrute de um Brasil mais igualitário e justo.

Primordialmente, os problemas da desigualdade social que antes já eram preocupantes, hodernamente se agravaram após uma pandemia do Covid-19. Segundo uma análise realizada pela rede brasileira de pesquisa em soberania e segurança alimentar, após a pandemia, cerca de 19,1 milhões de brasileiros passam fome. Logo, com a alto do desemprego e mesmo com ajuda do Governo no auxílio emergencial que chega até 300 reais, esse valor não supre as necessidades alimentícias básicas da sociedade brasileira, enquanto em uma realidade paralela uma elite, vive em uma realidade oposta, de comida na mesa e o conforto do Home Office. Desta forma, é claro que o problema da desigualdade social não teve início com uma pandemia, visto que, o problema reverbera por décadas porém,corroborou para o agravamento da situação, pois após anos fora do mapa da fome, o pais pode voltar, como apontam estudos do IBGE.

Ademais, é nítido que a fome tem como principal causa a má distribuição fundiária. Segundo Gilberto Freyre, o problema da fome é ocasionado pela má distribuição de renda no país, ocasionadas pelas disparidades socioeconômicas. Contudo, devido à política do agronegócio visar a exportação agrícola, o país é abastecido pela agricultura familiar que além de ter pouca infraestrutura tem baixa produtividade. Desta forma, os alimentos ficam mais caros, tornando-se pouco acessível para a população de baixa renda. Ademais, tal problemática é histórica, e foi retratada por João Cabral de Melo Neto em sua obra morte e vida severiana, contando a história de Severiano, um sertanejo vulnerável a fome por não possuir condições financeiras.

Diante do exposto, contata-se que medidas devem ser retiradas com o intuito de coibir o impasse elucidado. Desta forma, para que a fome do país seja contida, exortar que o Governo aumente o valor do auxílio emergencial para 650 reais e estimativa a compra de alimentos locais, com o objetivo de ajudar a agriculta familiar e pessoas de baixa renda.Além disso, é imprescindível que o ministério da cidadania, promova a construção de casas de apoio especializadas em ajudar pessoas em situação de fome e pobreza. Desta forma, o país se tornará mais democrático como prever a Contituição de 1988.