A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 09/06/2021

O Brasil e o mapa da fome

A questão da pobreza é demonstrada no filme “O expresso do amanhã”, em que as pessoas das classes menos abastadas se veem sem alimento e são obrigadas a se alimentarem de insetos triturados. Não longe da ficção, esse tipo de situação pode ser percebida ao se analisar a vulnerabilidade de muitos brasileiros atualmente, que muitas vezes não têm o que comer. Nesse sentido, a questão da fome é um desafio para o país e persiste devido não só à falta de oportunidades de emprego, mas também à má distribuição de renda.

Cabe ressaltar, primeiramente, que a falta de oportunidades empregatícias no Brasil tem desencadeado uma crescente nas necessidades básicas da população. De acordo com dados do IBGE, existem cerca de 13 milhões de desempregados no país atualmente, número que só tem aumentado com o passar dos anos. Por conta disso, muitos brasileiros se veem desamparados diante da situação e acabam indo parar no mapa da fome, visto que não possuem renda para o sustento próprio e das suas famílias, o que dificulta a oportunidade de uma alimentação que proporcione nutrição adequada. Portanto, para que haja a melhoria do quadro, torna-se necessário que o acesso aos ganhos monetários seja facilitado para toda a sociedade.

Ademais, a má distribuição de renda é outro fator gerador da fome em muitas vidas brasileiras. A exemplo disso, Luiz Gonzaga retrata, em grande parte das suas músicas, a pobreza e a fome enfrentadas pelos sertanejos, que se veem sem esperança de melhoria. Por conseguinte, assim como as músicas do nordestino trazem à reflexão a realidade do Sertão, a situação vivenciada por muitas pessoas é de excassez e de extrema pobreza, em que muitas vezes falta o básico para a sobrevivência. Dessa forma, a desigualdade social provocada pela distribuição inadequada do dinheiro público é um grande causador para essa situação no país.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Logo, o Ministério da Economia deve promover programas de combate à fome, como o antigo “Fome Zero”, investindo parte do dinheiro público para garantir a alimentação da população carente, por meio da utilização de escolas e instituições públicas como um apoio para a distribuição diária de alimentos, a fim de garantir o direito ao bem-estar de todos os cidadãos brasileiros.