A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 09/06/2021

A Organização das Nações Unidas, no início do século XXI, estabeleceu que uma das metas do milênio que deveria ser executada pelos países, era a redução significativa da fome em seus respectivos territórios. Todavia, décadas após a promulgação desse objetivo, o Brasil ainda apresenta cerca de 7 milhões de indivíduos que passam fome, de acordo com o IBGE, em uma pesquisa realizada em 2014. Nessa perspectiva, tanto a desigualdade social, quanto questões climáticas, são fatores que dificultam o acesso de muitos brasileiros aos alimentos.

Em primeiro lugar, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento, em 2019, o Brasil é o sétimo país com mais desigualdade social no mundo. Nesse sentido, demonstra-se que as riquezas brasileiras estão distribuídas de forma irregular entre as classes, logo, muitos indivíduos vivem em situação de pobreza, enquanto poucos concentram a maioria dos recursos financeiros nacionais. Por conseguinte, a grande discrepância entre as classes é um fator que promove a fome, posto que inúmeros brasileiros vivem em situação de pobreza, o que os impedem de adquirir alimentos, visto que não possuem as condições financeiras necessárias.

Por outra óptica, segundo um levantamento realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, divulgado em 2021, cerca de 47% da população do semiárido brasileiro está em situação de fome. Nesse âmbito, evidencia-se um fato relacionado às condições climáticas dessa região, uma vez que essa apresenta baixa precipitação anual. Consequentemente, por conta desse fato, os indivíduos não conseguem produzir muitos alimentos, visto que animais e vegetais necessitam de água para serem criados, assim os cidadãos passam fome, porque a produção de alimentos não supre a demanda.

Portanto, a fim de combater os fatores que geram a fome no país, deve o Ministério da Cidadania, por meio da criação de um auxílio, distribuir recursos financeiros aos indivíduos que vivem em situação de pobreza, para que esses possam comprar alimentos básicos. Além do mais, deve o Ministério do Desenvolvimento, através de verbas públicas, distribuir capitais aos municípios do semiárido, para esses investirem na criação de cisternas e poços nas propriedades produtoras de alimentos, assim essas terão os recursos hídricos necessários para a produção de alimentos. Desse modo, se tais ações forem realizadas, a fome reduzirá no país, pois os cidadãos passarão a ter recursos para comprar e produzir alimentos.