A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 11/06/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão da fome. Nesse contexto, torna-se evidente o individualismo da sociedade, bem como desgovernança do país.
Deve-se pontuar, de início, que a falta de união da população, configura-se como uma grave empecilho no combate a fome. Na obra “Modernidade Liquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange a diretamente a falta de alimento. Essa liquidez que influi sobre a questão da fome funciona como um forte empecilho para sua resolução.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da desgovernança. Segundo Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna, explicitada pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar a questão da fome no Brasil.
Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. É fundamental, portanto, a criação de projetos de lei que contemplem a questão da limitação alimentar de milhões de brasileiros, pelas comissões da Câmara e do Senado, em parceria com consultas públicas. Tais consultas devem ser amplamente divulgadas nas redes sociais, para o público ter acesso e se posicionar. Além disso, em tais consultas, seria viável disponibilizar para baixar uma cartilha em PDF que contemple os detalhes da lei proposta, para que o problema da fome, não só ganha respaldo legal, como também o faça de maneira consciente por parte da população. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.