A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 09/06/2021

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Diariamente, Sísifo atingia o topo, entretanto era vencido pela exaustão e a pedra retomava a base. No contexto social vigente, não há dúvidas de que esse mito assemelha-se a situação de milhares de brasileiros que permanecem em situação precária de fome. Observa-se que tal problemática persiste por agronegócios que só visam o lucro, e a falta de investimentos governamentais.

É relevante abordar, primeiramente, que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo.  Ao analisar a sociedade pela visão do celébre sociólogo Karl Marx “Se a classe trabalhadora produz, a tudo a ela pertence”. Entretando, esse viés não é estimulo aos agenciadores de produção brasieleira uma vez que os mesmos optam para exportação de alimento com um baixo custo, tornando a importação gradativamente mais cara.

Paralelo a isso, há a constituição federal de 1988 que garante direitos básicos a todo e qualquer cidadão brasileiro, como lazer, saúde, escola e alimentação. Contudo, esses deveres não são cumpridos, tornando essa problemática ainda mais necessaria. É de extrema importância abordar também, que o país é excessivamente elitista, logo, a fome que afeta em sua maioria pessoas residentes de periferias e comunidades não é uma causa relevante para o governo, a prova disso é a falta de investimentos no que refere ao tema.

Torna-se evidente portanto, que é dever do governo repensar projetos socias a curto prazo para a população “escrava” da fome, e maneiras de distribução de renda. Sugere-se ainda a criação de políticas de produção para os agronegócios. A fim de que a fome seja diminuida parcialmente e a que a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores não seja mais um tema que carece de soluções. Desse modo, a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.