A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 10/06/2021
Na obra “O grito’’, de 1893, o renomado pintor frânces Edvard Munch utiliza cérebres nuances de pinceladas para ilustrar o medo no rosto do personagem principal. Mais de 120 anos depois, esse sentimento se faz presente no cotidiano brasileiro no que tange à questão da fome no país. Sob esse viés, nota-se a presença de expressivos fatores motivadores para essa vicissitude, tais como a má distribuição financeira e a falta de recursos tecnológicos nos climas extremos. Logo, rever as ações e a situação atual é imprescindível para solucionar essa chaga e proporcionar qualidade de vida a todos.
Com essa ótica,ressalta-se, que o problema da desigualdade econômica, inclusive historicamente enraizado desde dos tempos coloniais, impulsiona notoriamente a miséria nutricional. Nesse raciocínio, o modo de produção característico nacional, como agricultura de exportação e monopólio de cultivo, aliado ao egocentrismo lucrativo encairecem e agravam a pobreza e a disponiblidade dos alimentos aos mais necessitados. De fato, cerca de 14 milhões de pessoas não se alimentam diariamente, conforme dados do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Desse modo, o cenário nocivo atesta na realidade o pensamento do filósofo Zygmunt Baumann o qual afirma, por meio do livro ‘‘Modernidade Líquida’’, que o individualismo é o principal óbice da sociedade contemporanêa.
Sob essa perspectiva, a partir da 2° Revolução Industrial a tecnologia aprimorou e tornou-se comum no dia a dia,contudo isso não ocorreu nas áreas áridas do território. Nessa lógica, é natural o sertão nordestino enfrentar secas horríveis e apresentar solos infertéis, entretanto esse contexto poderia ser amenizado com a implantação de meios tecno-científicos a fim de auxiliar a plantação de subsistência das famílias locais,principalmente em tempos padêmicos.Assim, seria viável a melhora do bem-estar e
,desejavelmente, impossível o sofrimento, inclusive análogo às expressões cataféricas representadas no quadro ‘‘Criança morta’’ de Cândido Portinari.
Portante, diante dos fatos suprecitados, evidencia-se que a inexistência de comida é ocasionada por marcantes reagentes brasileiro. Então, urge de instituições formadoras de opiniões, por exemplo escolas, em parceria com ONG’s realizar palestras socioeducativas para comunidade- visto que ações coletivas têm imenso poder transformador- por intermédio de encontros semanais no intuito de oferecer conhecimentos técnicos aos moradores e incentivar empresas para instalação.Outrossim, cabe ao Estado rever a temática social e planejar mediante reuniões oficiais reformas agrárias e comerciais com o fito de promover uma melhor distribuição de renda e regularizar a oferta igualitária de alimentos. Desse modo, a reação retratada na pintura expressionista não existirá entre o povo uma vez que haverá melhoria significativa desse terrível empencilho no Brasil do século 21.