A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 11/06/2021
Na obra “Geografia da fome”, do autor Josué de Castro, é retratado o panorama da desigualdade social do Brasil e como a fome está ligada a discrepância social e ao domínio público. Semelhantemente, o cenário atual do Brasil deve tomar medidas para o combate da fome. Nesse sentido, a falta de incentivos a pequenos produtos e a desigualdade social agravam o problema.
Primeiramente, é válido destacar que é necessário o apoio a população rural. De acordo com POF (pesquisa de orçamentos familiares), 70% dos alimentos consumidos no Brasil são de pequenos agricultores, porém, 40% da população rural passa fome. Ou seja, o morador do campo produz alimentos, mas não tem renda para comprá-los e é o mais pobre. Isso acontece, pois essa parcela da sociedade se encontra isolada de políticas públicas, também pela dificuldade do acesso a água e a pobreza extrema em que vivem. Dessa forma, o governo não vem cumprindo o seu papel.
Além disso, uma população que sofre com desigualdade social, acaba sendo muito afetada pela pobreza, aumentando índices de criminalidade e suicídios. Em uma pesquisa de 2015, utilizando o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, mostrou que o Brasil é o décimo país mais desigual do mundo. Essa concentração de renda causa fome dos mais vulneráveis e acaba segregando essas pessoas, dificultando ainda mais sua situação.
Portanto, pode-se perceber que a falta de atuação do Estado e a desigualdade nas estruturas, dificultam a erradicação do problema. Em virtude disso, o Ministério de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com ajuda da sociedade, deve apoiar pequenos agricultores e fornecer refeições escolares, com parcerias da agricultura familiar, que deverão ser acessíveis a classes baixas, a fim de incentivar a produção local e aumentar a oportunidade de vida dos alunos. Dessa maneira, o Brasil poderá superar a questão da fome em evidência.