A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 23/06/2021

A Constituição de 1988, prevê, em seu artigo 6º, o direito à alimentação como inerente a todos os cidadãos brasileiros. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão da fome no Brasil como fator primordial da desigualdade social. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais, como impulsionador da desigualdade social no Brasil, havendo, consequentemente, a questão da fome brasileira. Nesse sentido, essa ausência de medidas goernamentais manifesta-se na desempregabilidade principalmente em periferias e cidades pequenas, que tendem a ser o desfoco econômico do Governo. Essa condição, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ´´Contrato Social`` , já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a empregabilidade para a decadência da desigualdade social, e posteriormente da fome.

Além disso, uma comunidade que restringe a alimentação, por meio da desigualdade social, representa um retrocesso para a coletividade que preza por igualdade. Nesse sentido na teoria da oercepção do estado da sociedade, de Émile Durkheim, sociólogo frânces, abragenm-se duas visões : ´´normal e patológico``. Segundo essa linha de pensamento, observa-se que um ambiente patológico, em crise, rompe com seu desenvolvimento, visto que um sistema desigual não favorece o progresso coletivo. Prova desse cenário patológico, segundo IBGE, mais da metade da população brasileira conviveram com algum grau de insegurança alimentar no final de 2020.  Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a relevância da empregabilidade no Brasil. Para que isso ocorra, é necessário que o Governo faça uma centralização econômica em lugares periféricos e pequenos centros urbanos, por meio de investimentos e criação de empregos públicos nessas áreas - através de pesquisas regionais, com o intuito de encontrar lugares mais descentralizados economicamente e mais necessitados de empregabilidade - a fim de colaborar com a decadência da fome no Brasil. Assim, o que prevê a Constituição Federal de 1988 se reverberá com ênfase na prática.