A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 11/06/2021
Na obra “utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico, aumenta o grau de insegurança e carência alimentar no país, além de afetar principalmente as camadas mais desfavorecidas da sociedade. Diante dessa perspectiva, a desigualdade social e omissão governamental agravam a problemática.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar o desequilíbrio social como um problema. Nesse aspecto, conforme o Índice de Gini, instrumento usado para medir o grau de desigualdade no país, o Brasil se encontra entre as dez nações mais desiguais do mundo. Diante desse cenário, a má distribuição de renda dificulta a distribuição igualitária de alimentos e acentua o cenário de pobreza já existente. Nesse sentido, a fome relaciona-se com a impossibilidade do acesso ou compra dos alimentos. Logo, é inadmissível que esse cenário de injustiça social continue a perdurar.
Ademais, é fundamental apontar a ausência governamental como impulsionador da questão no Brasil. Nesse viés, de acordo com as ideais do filósofo Thomas Hobbes, configura-se como uma violação da sua teoria de “contrato social”, já que o estado não cumpre com seu dever de garantir os direitos necessários para o bem-estar da população. Nessa linha de raciocínio, é preciso que o governo forneça amparo para os cidadãos e tente reverter esse quadro de escassez alimentar, além disso, também deve-se fornecer ações contra os danos causados pela fome entre eles a subnutrição, mal desenvolvimento e funcionamento do organismo e abalo na saúde mental das vítimas.
Dessa forma, medidas são necessárias para combater esse impasse. Para isso, cabe ao Ministério da Cidadania, por intermédio de verbas públicas, desenvolver um auxílio financeiro para os indivíduos em situação de pobreza ( R$170,00 mensais per capita) ou extrema pobreza (R$85,00 mensais per capita),-ainda é necessário o fornecimento de cestas básicas para esses mesmo cidadãos-, a fim de diminuir a fome e seus fatores motivadores. Assim, se consolidará uma sociedade mais abrangente, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma Thomas Hobbes.