A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 11/06/2021

A constituição federal de 1988, documento mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a exata questão da fome no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a fome no Brasil, e que dia após dia vem se agravando a ponto de tornar quase que comum ouvir dados atenuantes referentes ao assunto nos telejornais, como disse a filósofa francesa Simone Beauvoir: “O mais escandaloso dos escandâlos é que nos acostumamos a eles”, a afirmação pode ser facilmente aplicada a como nossos governantes passaram a olhar tal calamidade como comum, não se espantam com as crescentes e não se assustam mais com os dados, que por eles mesmos poderiam ser minimizados, e com esforços, futuramente erradicados. Ademais, é fundamental apontar a negligência de governos extremistas, que visam polarização ao invés de assuntos de real pesar, como impulsionador do agravamento da fome no nosso país.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater tais obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio do ministerio da economia, crie um auxílio em dinheiro que chegue de forma organizada aos brasileiros,  levando renda aos mais pobres e miseráveis, com o propósito de amenizar, se não erradicar a desigualdade que afasta da mesa destes a alimentação digna. Assim, torna-se possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.