A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 11/06/2021

A globalização é um processo que une e conecta diferentes pessoas de diversas culturas e locais no mundo. Todavia, mesmo com todos esses acontecimentos ainda há a ausência de empatia com o próximo, resultando em problemas socias, como a questão da fome. Com isso, a perversão do processo de globalização e a falta de alteridade dos indivíduos resultam na perseverança da privação de comida.       Em primeiro lugar, a ausência de empatia social impossibilita na superação da questão da fome. Nesse sentido, Milton Santos, geógrafo brasileiro, argumenta que há o processo de perversão da globalização, o que resulta em um distanciamento social e um desenvolvimento egoísta, sem haver união e a harmonia entre povos. Nesse aspecto, a evolução dessa atividade global acarreta na falta de colaboração da sociedade no combate a fome, o que permite a negligência com aqueles que precisam do apoio governamental e social para conseguir se erguer novamente. Exemplo do desamparo ocasionado pela perversidade da globalização são as 7 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que passam fome no Brasil e não recebem a solidariedade do próximo. Assim, é preciso superar essas mazelas desenvolvendo uma globalidade ideal.

Em segundo lugar, a falta de empatia social é um dos fatores motivadores da perseverança da privação de comida. Deste modo, Tzvetan Todorov, filósofo búlgaro, argumenta que a alteridade possibilita a conexão e a simpatizar com os problemas que o outro atravessa, o que torna o meio mais amistoso. Dessa maneira, a ausência desse processo permite o afastamento e distanciamento das pessoas em sociedade, o que permite a emersão de indivíduos que são ignorados e normalizados no cotidiano, como mendigos e crianças pedindo comida, além de torna o meio socia mais desarmônico. Exemplo dessa ausência de alteridade é o Brasil, país com forte e grande desenvolvimento agrícola, ter parte da população passando fome e não haver a empatia social dos brasileiros de colaborar com o outro no combate a essa mazela. Logo, é preciso desenvolver a alteridade para ajudar o próximo.               Portanto, o Ministério da Cidadania, em parceria com a Mídia, deve realizar ações, como campanha que busquem ajuda social no combate a fome, por meio das redes sociais e programas de televisão, de forma a despertar a empatia nas pessoas, para que assim a globalização possa tornar um novo rumo e a privação de comida de 7 milhões de brasileiros venha a cessar. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Agricultura, realize ações, como despertar e desenvolver a alteridade na sociedade, por meio de campanha que incentive o combate a fome, de forma que o meio social simpatize com essa parte da população, para que assim o Brasil possa se unir na prevenção contra a questão alimentar e utilize os alimentos produzidos para ajudar a todos que necessitam.