A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 11/06/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez quea fome no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da desigualdade social, quanto da negligência governamental. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da sociedade.
Em uma primeira análise, deve se analisar a ausência de medidas governamentais para combater a questão da fome no Brasil. Nesse sentido, com base nas concepções do ativista Josué de Castro, que luta contra a miséria, o que falta é vontade política para mobilizar recursos a favor dos que têm fome. Essa conjuntura, Segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumprir sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como alimentação de qualidade.
Ademais, é fundamental apontar a desigualdade social como impulsionador do problema, de acordo com o sociólogo Gilberto Freyre, O problema da fome é fruto da má distribuição das riquezas no país, percebe-se que as desigualdades socioeconômicas continuam reverberando na saúde da população. Isso persiste, porque a política do agronegócio vida á exportação da produção agrícola, enquanto o mercado interno é abastecido pela agricultura familiar, que possui pouca modernização e baixa produtividade. Assim, os alimentos são encarecidos tornando-se pouco acessíveis para a população de baixa renda .
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Logo urge que o Governo aumente o valor dos impostos sobre os mais ricos, e com o dinheiro arrecadado deve criar um auxílio para a população pobre, a qual deve usufruir desse até atingirem uma estabilidade financeira a fim de diminuir a desigualdade social no país. Ademais, o estado em parceria com o Ministério da Cidadania deve distribuir cestas básicas e vales alimentação aos mais necessitados para que tal possa desfrutar de uma alimentação adequada. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.