A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 12/06/2021
Consoante a Declaração Universal dos Direitos Humanos – documento marco na história das garantias dos direitos sociais do homem,- homologado em 1948, todo indivíduo possui meios a ferramentas que o dignifique no mundo. Para tanto, compete-lhe agir em prol de outros, pois uma sociedade somente progride quando um mobiliza-se em função do outro. Entretanto, em pleno século XXI, há empecilhos para combater a fome no Brasil e seus fatores motivadores, o que viabiliza carência governamental voltado para uma sociedade íntegra.
Indubitavelmente, as autoridades brasileiras já desenvolvem – mesmo a passos lentos,- ações que visam caucionar o anteparo e integridade populacional. Nesse sentido, menciona-se, por exemplo, o mapeamento pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de pessoas que convivem com a fome no Brasil, cujo visa não apenas levantar dados, mas também ofertar meios para efetivação de politicas públicas. Isso, de certa forma, demonstra intento governamental em garantir o bem-estar social, e os preceitos preditos pela DUDH, de 1948.
No entanto, medida pontual como essa, por sí só, não é suficiente para atenuar os dilema tocantes à problemática, pois, observa-se em solo brasileiro mais de sete milhões de pessoas convivendo com a fome, bem como 2,1 milhões de domicílios onde pelo menos uma pessoa passa um dia inteiro sem comer pela falta de dinheiro para comprar comida, segundo o IBGE. Isso decorre da maioria dos produtos agrícolas brasileiros serem alvos de exportação, associado à má distribuição de renda da sociedade brasileira, e, consequentemente a outros agravantes como: inundações, destruição de lavouras, entre outros – realidade intresecamente relacionada ao precário sistema educacional, ora ofertado ao maior contigente populacional do Brasil, inapto a formar para a cidadania. O fato é que não se vivenciará dignidade no Brasil, enquanto o Estado não pautar o Sistema Educacional em formação cidadã e consciência alimentar. Afinal, a filósofa alemã Hannah Arendt corrobora, “a essência dos direitos humanos é o direito a ter direito.”
Compreende-se, pois, maiores investimentos na Educação Básica, já previsto pela lei de Diretrizes e Bases. Para tanto, é prudente que o Estado não so modifique – através do Ministério da Educação,- sua grade curricular para ofertar desde a Educação Infantil aulas de consciência alimentar, para que a população não desperdice alimentos, os destinando a famílias carentes, bem como palestras sobre danos sociais causados pela má distribuição de renda e sua íntima relação com a fome no Brasil, e, consequentemente, formar-se-á uma sociedade à luz dos Direitos Humanos.