A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 12/06/2021

Malthus, teórico economista do século XVIII, afirmava que o grande crescimento populacional ocasionaria em déficit alimentar. Tal perpectiva, na contemporaneidade, torna-se inválida ao perceber que diariamente grandes quantidades de comida não são aproveitadas e possuem como destino o lixo, enquanto milhares de pessoas não possuem acesso a ela. Nesse viés, urge discutir a causalidade da fome no Brasil, elencando de maneira especial o sistema capitalista vigente e o desperdício.

Em primeira análise, pontua-se que a vertente econômica atual influi diretamente no cenário da irregularidade alimentícia no país. Esse fato é observado pelo Índice de Gini, taxa mundial que calcula o a desigualdade social por território, e que no Brasil, apresenta elevado número. Assim, o capitalismo, por possuir o poder de alavancar a disparidade financeira, mantém inúmeras pessoas em uma situação de miséria, ao contrário de poucos com alto poder de consumo, fato inviabilizante na compra de comida por determinados indivíduos e que resulta na fome.

Em segunda análise, é possível atribuir o dilema ao notório disperdício de refeições que ocorre diariamente. A referida perpectiva é comprovada pelo Programa Mundial de Alimentos, WFP, cujos dados apontam para 30% de descarte de toda a produção brasileira. Logo, toda a comida jogada fora poderia ser redistribuida aos que passam fome, porém, por falta de iniciativas, projetos e interesse público, a prática se torna de árdua realização e sucede em um ciclo vicioso de precariedade nutritiva.

Diante dos argumentos supracitados, medidas devem ser tomadas para solucionar gradativamente a situação. Portanto, as ONGs, Organizações Não Governamentais, deverão realizar ações que facilitem o acesso a comida aos necessitados. Isso deverá ser feito por meio da arrecadação de alimentos em ótimo estado que teriam por destino o lixo e por sua distribuição semanal em regiões carentes. Dessa forma, espera-se combater a fome no Brasil e reduzir um de seus fatores motivadores, o desperdício.