A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 12/06/2021
De acordo com os estudos de Karl Marx, a história da humanidade é marcada pela luta de classes, isto é, a luta entre quem domina e os dominados. Nesse sentido, pode-se observar que, no Brasil, há uma crescente fome entre a população menos favorecida dentro do sitema capitalista e os principais fatores que fomentam tal mazela são: a má distribuição de renda e a falta de políticas públicas inclusivas.
A priori, é necessário salientar a má distribuição de renda. Segundo dados do Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, o Brasil é o segundo país com a maior concentração de renda do mundo. Nesse contexto, é nítido que a reverberação do problema afeta, diretamente, as populações mais pobres, sobretudo as populações do Nordeste e do Norte do Brasil, haja vista que são as regiões que apresentam grande porcentagem populacional desempregada, principalmente no atual cenário pandêmico. Isso fica claro com os dados do jornal Folha de Pernambuco, que afirma que a taxa de desemprego no Nordeste consta mais de 13%. Logo, é inegável a necessidade de rever a problemática em busca de uma amenização.
A posteriori, é imprescindível evidenciar a falta de políticas públicas inclusivas. Conforme pesquisas do núcleo de Economia da USP, no cenário brasileiro, há uma lacuna histórica no que tange a falta de políticas que busquem incluir, efetivamente, a população. Dessa forma, o número de pessoas que vivem à margem da sociedade e que não têm seus direitos constitucionais assegurados, isto é, o direito à educação ou até mesmo a um trabalho, tende a crescer. Assim, é notório a necessidade de uma reversão do problema e de seus variados desdobramentos entre as regiões do país.
Destarte, é verídico que há uma crescente fome no Brasil. Portanto, é preciso que o Governo crie programas que visem a distribuição de renda, principalmente em zonas que tem uma maior concentração, tais como a região Centro-Oeste e a região Sul do Brasil, para posteriormente ofertar campanhas de qualificação profissional, a fim de inserir profissionais cada vez mais competentes no mercado de trabalho. Além disso, é necessário que o Governo, mais precisamente o Poder Legislativo, crie incentivos fiscais para empresas, com o objetivo de incluir a população desempregada no mercado de trabalho e assim diminuir a quantidade de pessoas que vivem em situações desumanas. Dessa maneira, te-se-á uma suavização do problema.