A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 12/06/2021

Em “Manifesto Comunista”, o filósofo alemão Karl Marx explica diversas teses que estariam relacionadas com a desigualdade social, como por exemplo a má distribuição de renda que posteriormente, leva à consequências como a fome e miséria.  Contudo, não só a má distribuição de renda quanto a ausência de oportunidades — para que não haja dependência da sociedade ao estado— possuem culpa nesta problemática, principalmente na fome que os cidadãos brasileiros enfrentam. O problema persiste e não é algo que surgiu há pouco, é um problema constante e insistente que não é resolvido; mesmo com a obrigação do Estado, conforme consta no art.5º da Constituição Federal Brasileira, que prevê o acesso à Saúde a todos os indivíduos o que, inclui, o direito e o acesso à alimentação.

Na historografia e na contemporaniedade a fome esteve presente na sociedade brasileira, seja por má distribuição de renda, pela ausência de programas governamentais que promovam a geração de empregos ou por inibição destes pelo Estado, como ocorria nos regimes absolutistas do século XIX. Em decorrência disso, mesmo com a troca periódica de governantes a situação de miséria não se extingue da realidade brasileira. É importante observar, em primeira instância, que a presença de programas de incentivo à geração de empregos ,ou de ajuda pelo Estado aos necessitados, é algo evidente, mas que por si só, aparenta não resolver o problema por inteiro; ou ao menos amenizá-lo.

Deve-se abordar, ainda, que certos fatores como a exorbitante quantidade de impostos à empresas e aos consumidores, corroboram com a pré-existência e, posteriormente, com o aumento do custo de alimentos e outras coisas essenciais aos indivíduos. Por este motivo, algumas pessoas necessitam escolher o que pagar ou o que priorizar. Há indídicos, inclusive, de que o preço de alimentos influencia nas escolhas de alimentação das pessoas; isto é, influencia em parâmetros estatísticos de situação social como obesidade e desnutrição.

Torna-se evidente, portanto, que ações são necessárias para minimizar os cenários de miséria, pobreza e fome. Diante disso, cabe ao Governo Federal e ao Poder Legislativo, a elaboração de projetos que visem uma adequação dos programas sociais já existentes à situação atual dos cidadãos brasileiros . Além disso, a análise de ações econômicas que visem o incentivo à empresas e indústrias — nacionais e internacionais —, a fim de gerar empregos e, posteriormente, diminuir os parâmetros da fome no país. Contudo, para uma maior efetividade e garantia dessas ações, a fiscalização destes devem ser feitas pelos indivíduos em prol de um elo coletivo, com o apoio e visibilidade da mídia; para assim, o conhecimento ser comunicado aos brasileiros.