A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 15/06/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que todos devem possuir acesso facilitado aos itens que proporcionam o bem-estar familiar, como a alimentação adequada e de boa qualidade. Conquanto, as grandes desigualdades sociais e regionais facilitam a ascensão do índice da fome no Brasil. Além disso, a falta de auxílios para a população carente se alimentar adequadamente é responsável por dificultar a erradicação da fome em território nacional.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a diferença social entre as regiões brasileiras favorece o aumento dos casos de fome no Brasil. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a região Nordeste predomina no índice brasileiro de fome, com exclusividade para o Maranhão, local onde 60% da população possui dificuldades para se alimentar em boas condições. Sendo assim, é necessário que ocorra a diminuição da desigualdade social entre as regiões brasileiras para garantir o decréscimo do nível da fome no Brasil.
Cabe salientar, em segundo plano, que a ausência de auxílios para a população carente se alimentar adequadamente é responsável por imperdir a erradicação da fome no território nacional. No livro Quarto de Despejo, da escritora Carolina Maria de Jesus, é retratado o cotidiano de uma moradora de uma comunidade carente, a qual não possui alimentação garantida e, por não conseguir auxílios governamentais, muitas vezes, não possui alimentos para usa família. Paralelamente, situações de fome por falta de renda estão extremamente visíveis na sociedade contemporânea, o que eleva o índice nacional de fome. Logo, é evidente que ações devem ser realizadas para garantir uma melhor qualidade alimentícia e igualitária no Brasil.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver os impasses presentes na alimentação brasileira. Dessa forma, o Ministério da Cidadania deve promover a criação de um sistema de verbas com fim de distribuir o valor arrecadado para a população carente na forma de vale alimentação, o que deve ocorrer por meio de um programa que direcione uma parcela dos impostos pagos em alimentos para a auxiliação da subsistência populacional. Tal processo consite no amparo para famílias que comprovem receber até 0,5 salário mínimo per capita ou não possua garantia mínima de renda mensal e o auxílio deve ser suficiente para garantir o bem-estar da população necessitada. Espera-se, com essa medida, que o índice da fome no Brasil seja reduzido e toda a população brasileira tenha acesso à alimentação de qualidade, como promove a Declaração Universal dos Direitos Humanos.