A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 14/06/2021
Em seu poema “No meio do Caminho”, o escritor Carlos Drummond de Andrade, exprime, de maneira conotativa, as adversidades que o ser humano encontra em seu caminho. De maneira semelhante, esse preceito iguala-se à fome no Brasil, visto que, infelizmente, vem ganhando maior destaque. Desse modo, é nítido que as proporções da problemática se desenvolvem tanto em virtude da pobreza, quanto da distribuição desigual de terras no país.
Em primeira análise, é válido postular a escassez de medidas por parte do governo para o combate da pobreza no Brasil. De acordo com a visão filosófica de São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nessa perspectiva, por causa da baixa operação das autoridades, a desigualdade social, na qual pequena porcentagem da população nacional contém grande parte das riquezas e o restante contenta-se com migalhas, aumenta de forma exponencial, trazendo consigo a extrema pobreza, e consequentemente, a fome para essa classe desprivilegiada. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, o desemprego, também pode ser destacada como promotora da problemática. De acordo com o website G1, o desemprego já atinge quase 15% da população. A partir desse pressuposto, é notório que a taxa de desempregados tem aumentado o que elevou, por sua vez, a fome e a vulnerabilidade, visto que sem emprego não existe renda e sem renda, não há os direitos básicos, como por exemplo, moradia e alimentação. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o a falta de empregos contribui para a perpetuação desse cenário caótico.
À vista disso, faz-se essencial a atuação do Estado para que esse cenário seja superado. Para isso, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da cidadania, será revertido em projetos sociais como fome zero, para que, com a ajuda governamental aos mais vulneráveis, os sintomas da fome sejam amenizados. Ademais, o MEC deve promover o aumento da realização de concursos públicos por todo país , a fim de que, com o aumento das oportunidades, a taxa de empregados aumente. Dessa maneira, tirando as pedras do meio do caminho, irá se construir um Brasil mais democrático e menos faminto.