A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 16/06/2021

No quadro “Os retirantes”, do pintor Candido Portinari, foi feito na metade do século XX, quando o artista vivia a fase de observação e retrata a miséria e fome no Brasil. Em sua pintura, observa-se, a partir das pinceladas fortes a angústia de indivíduos da região nordestina. Assim como na obra do pintor, milhões de brasileiros encontram-se em estado de indigência também por serem vítimas de uma sociedade excludente. Nesse contexto, é imprescindível avaliar que a má distribuição de renda em paralelo com a ineficácia das políticas públicas são grandes fatores que motivam a questão da fome no Brasil.

Em uma primeira análise, é importante ressaltar que a maldosa distribuição do capital brasileiro presente na questão é um enorme contribuinte. Diante dessa situação, a questão histórica em que o Brasil se encontra desde da colônia é nítida, com a chegada dos portugueses. A concentração de renda com as capitanias hereditárias- porção de terra distribuída para pessoas destinadas- começou a ganhar força e se estende até os dias atuais. No contexto das mazelas da colonização, fica claro que esse problema persiste até hoje , principalmente, quando nos referimos à questão da fome. Muito bem explicada pelo economista Celso Furtado, que diz que a questão da fome é fruto do subdesenvolvimento do país desde a sua proclamação da Independência.

Além disso, cabe enfatizar que a ineficácia das políticas públicas acaba moldando alicerces para tal conjuntura. Abraham Lincoln, grande personagem da polícia Americana, disse em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Nessa perspectiva, percebe que o governo brasileiro não segue o pensamento de Lincoln, seja com planos, metas e ações que resolvam a questão da fome. Embora a Constituição Federal, Carta Magna de 1988, assegura que todo brasileiro tem direito a uma vida plena ,entre eles, o direito a se alimentar. Logo, é imprescindível que as políticas públicas sejam mais efetivas em relação à fome.

Portanto, diante do exposto e tendo em vista os fatores que motivam a questão da fome, torna-se dever do Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Economia, promover um auxílio alimentação, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. O auxílio será distribuído para as pessoas que se encaixam no nível grave de insegurança alimentar, o valor deve ser escolhido pela situação socioeconômica da família que concorrer à vaga do auxílio. Afinal, é chegada a hora de superar as pinceladas fortes do quadro de Portinari.