A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 14/06/2021

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, garante o acesso à alimentação. No entanto, a população se mostra distante da realidade prometida pelo documento, uma vez que a questão da fome no Brasil ainda é um fato, e seus fatores motivadores que podem ser apontados como, silenciamento, juntamente com a desigualdade regional.

Em primeiro plano, é necessário ressaltar que a sociedade atual silencia a discussão sobre a fome. A esse respeito, o filósofo alemão Jurgen Habermas, em sua teoria da ação comunicativa, defende que a comunicação é o primeiro passo para a resolução de um problema. Entretanto, pode-se perceber que tal diálogo não acontece de fato, uma vez a questão da fome não é tratada com a devida importância. Esse cenário, certamente, configura-se como um grave cenário e não pode ser negligenciado.

Ademais, outro fator responsável pela questão da fome no Brasil é a desigualdade. A esse respeito, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura que todos os seres humanos nascem iguais em dignidade e em direitos. Em contrapartida, percebe-se que essa igualdade não é experimentada por todo o território brasileiro, uma vez que a região do Nordeste é o local em que esse problema é mais grave. Nesse viés, enquanto parcela do país for privilegiada, o direito constitucional será uma realidade distante para parte da população.

Fica evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas para mitigar esses fatores. Cabe à sociedade, responsável pela mobilização de grupos, em parceria com as prefeituras locais, realizar mutirões com associação às  empresas alimentícias, com o fito de mobilizar o tecido social e ,assim, adquirir alimentos para serem distribuídos em locais nos quais a fome é um problema de grande proporção. Deste modo, os brasileiros verão o direito garantido pela Constituição como uma realidade próxima.