A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 14/06/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a falta de combate a fome no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito tão importante. Diante dessa perspectiva, urge a análise e resolução desses entraves.
Em primeira análise, observa-se as crises econômicas como precursor da expansão da fome no Brasil. Nesse sentido, a grande recessão brasileira iniciada em 2014, que foi responsável pela contração econômica e número recorde de desempregados de 14,2 milhões de pessoas, contribui atualmente para a entrada vergonhosa do Brasil no Mapa Da Fome. Essa conjuntura, para o sociólogo francês Emile Durkheim, representa um ambiente patológico, já que, o enfraquecimento do estado quebra a harmonia social gerando um estado de anomia, sem regras.
Ademais, deve-se ressaltar a desigualdade social como impulsionadora da fome no país. De acordo com Milton Santos, geógrafo brasileiro, “Existem apenas duas classes socias, a dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem”. Sob esse viés, no Brasil, vê-se uma relação de dominância, onde a classe detentora do capital controla a classe menos favorecida. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, depreende-se a criação de medidas para reverter tal prerrogativa. Para que isso ocorra, é necessário que o estado crie programas socias, de auxílio Financeiro e acesso ao emprego, por meio de verba pública com o fito de diminuir a pobreza. Dessa forma, a sociedade será mais justa e permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.