A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 23/06/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que os avanços tecnológicos tenham possibilitado o aumento da produção alimentar, mesmo assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que o problema da fome persiste desde a exploração colonial, a partir de 1549. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito das desigualdades sociais, bem como a priorização das exportações acabam por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, durante o Período Colonial, os escravos foram inseridos nas colônias sem qualquer tipo de autonomia civil, tendo seus direitos limitados. Dessa forma, percebe-se que os mais vulneráveis desde muito tempo são excluídos, resultando no problema da desigualdade social. Com isso, surge o problema da fome, que apesar de ter melhorado ao longo do tempo, ainda continua. Tanto que, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 7 milhões de pessoas estão em condições de irregularidades alimentares. Desse modo, cabe ao Poder Público garantir espaços de ajuda, para que a população mais carente seja beneficiada com a distribuição de alimentos.       Sob um segundo enfoque, tendo em vista o Imperialismo, a partir de 1850, foi possível perceber a ação expansionista daqueles que detinham o poder, aumentando a concentração de terras nas mãos de poucos. Diante disso, em consonância ao desenvolvimento tecnológico, como a mecanização do campo, houve a produção de alimentos capaz de abastecer toda a população do país. No entanto, a priorização das exportações ganha destaque, fortalecendo o a riqueza de alguns, porém agravando a situação de miséria de outros. Até porque, de acordo com a Comex, as exportações de alimentos cresceram 12,8%, no ano de 2020. Com isso, é preciso que ocorra a mudança do percurso, para que os problemas de insuficiência de vitaminas sejam amenizados.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no comitê se segurança, sendo administrados por profissionais da saúde, para que ocorra a doação de alimentos pelas empresas privadas, a fim de contribuir com o sustento de algumas famílias. A princípio, será necessário casas de ajuda, para facilitar o trabalho da distribuição de alimentos. Além disso, cabe ao Governo garantir que os empregos públicos sejam priorizados para pessoas de baixa renda, como forma de ajudar na rentabilidade mensal, amenizando o problema da fome. Somente assim, será possível garantir uma perspectiva de mundo melhor.