A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 15/06/2021
Na Constituição de 1988, está previsto o direito ao acesso de todos a uma alimentação. Entretanto, a realidade do país demonstra que a fome está presente no dia a dia e que tem como motivador a desigualdade socioeconômica e a forma de trabalho no campo que preza pela exportação, gerando a problemática.
Primeiramente, é preciso perceber a influência que as diferenças de acesso da sociedade exercem. Dessa forma, a desigualdade econômica influência na alimentação da população, visto que parte desse povo não tem dinheiro suficiente para manter uma refeição coerente com a necessidade. Prova disso são os relatos do livro “Quarto de despejo” que demostra como a fome e a pobreza são aliadas. Portanto, fica claro que as diferenças são um fator para o caso e que é negativo para as pessoas.
Além disso, o fator do agronegócio exerce grande autoridade na fome. Desse modo, políticas voltadas para a exportação fazem com que o abastecimento interno do país seja mais caro, gerando o impedimento ao acesso amplo dos produtos. Sendo comprovado com o fato de que o Brasil é o terceiro maior exportador de alimentos do mundo, de acordo com dados da Associação brasileira de comércio de sementes. Por isso, fica claro que a logística de comércio reforça o fato da fome.
Em síntese, percebe-se que a alteração de cenário é necessária. Logo, o Ministério da economia deve trabalhar para gerar uma nova política de ajuda financeira aos menos favorecidos, com programas semelhantes ao bolsa família, que diminuiria a desigualdade econômica e garantiria o acesso ao alimento por todos. Outrossim, o Ministério da agricultura deve trabalhar para gerar leis que obriguem que parte da carga de exportação seja mantida no país, sendo distribuida aos centros comerciais, o que abaixaria o seu preço e garantiria a democratização da aquisição deles pela população. Com isso, num longo prazo a fome será combatida e terá fim.