A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 15/06/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6.º, o direito à alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase, na prática, quando se vê a problemática da fome no Brasil, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante e necessário a sobrevivencia humana, e isso se deve tanto à desatenção estatal quanto ao corpo social.

Em uma primeira análise, deve-se apontar a ausência de medidas governamentais para combater a adversidade da carência alimentícia. De acordo com Thomas Jefferson - terceiro presidente dos Estados Unidos e principal autor da declaração de independência do país -, a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração. Nesse sentido, todos os indivíduos possuem a alimentação como um direito constitucional, no entanto, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica, em 2018, o Brasil retornou ao mapa da fome, sendo assim, infere-se que o Estado não tem cumprido a sua função de modo efetivo, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a displicência social como impulsionadora da fome no Brasil. Segundo a filósofa Simone de Beauvoir ‘‘O mais escandaloso dos escândalos é o que nos habituamos a eles’’, tal afirmação pode facilmente ser associada ao problema da fome, já que, mais absurdo que a sua ocorrência é o fato da população se habituar a essa realidade. Dessa forma, tal óbice vai sendo cada vez mais banalizado.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio do Ministério da Cidadania, promova ações de combate a fome, distrubuindo comida gratuita nas zonas carentes das metrópoles, de modo a garantir a sobrevivencia e o bem-estar social. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada nos elementos elencados na Magna Carta.