A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 20/06/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas sociais. Nesse sentido, distante da ficção apresentada, a realidade brasileira encontra-se contrária ao que prega o autor Thomas, ao se descutir sobre a questão da fome no Brasil, que evidencia uma problemática estrutural na sociedade. Sendo, portanto, indispensável discutir sobre a disparidade socioeconômica que inviabiliza o acesso aos alimentos, bem como da negligência do Estado para o cumprimento de direitos dos cidadãos.
Convém ressaltar, a princípio, que a desigualdade de renda no Brasil contribui para o agravamento da fome. À luz dessa questão, é coerente citar o Índice de Gine, medida que classifica o grau de desigualdade em um país, o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do mundo. Nessa lógica, essa cruel disparidade reflete um cenário de carência, no qual pessoas sem condições financeiras passam por necessidades básicas, como a fome, que está bem presente na realidade em todo território brasileiro como afirma o portal de notícias do jornal G1. Indubitavelmente, é impossível negar os impactos provocados por esse cenário que contribui para o agravamento da fome no país.
Outrossim, o não cumprimento dos direitos civis por parte do Estado impulsiona o problema em foco. Nesse aspecto, de acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem o direito a segurança alimentar e ao bem-estar social. No entanto, o que se observa na realidade é contrário ao que prega a Constituição, no qual o Brasil encontra-se cerca de onze porcento de sua população está em estado de insegurança alimentar segundo dados do jornal CNN. Desse modo, apessar dessa triste realidade ser evidente no meio social, o mau exemplo não pode persistir, pois tolhe o convívio seguro e saudável, merecendo, dessa forma, um olhar crítico de enfrentamento.
Depreende-se, portanto, que medidas pragmáticas são essenciais para tal óbice. Sabendo disso, urge que o Ministério da Cidadania crie, por meio de verbas governamentais, programas de auxílio
alimentação permanentes a famílias que são incapazes de adquirir esse subsídio, com intuito que elas tenham mandimentos básicos afim de diminuir a disigualdade e a fome no Brasil. Cabe, também, ao Poder Legislativo, um dos órgãos responsáveis pela fiscalização pública, o monitoramento de tais atividades de benefícios aos cidadão, com intuido que sejam cumpridos e que possa ajudar famílias a sair dessa carência alimentar, fazendo assim, o Brasil um país longe da miséria e da fome.