A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 18/06/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à alimentação, como inerente a todo cidadão brasileiro. Porém, tal direito não tem se repetido na prática quando se observa a fome no Brasil, dificultando, deste modo, a propagação dessa garantia social tão importante. Diante dessa perspectiva, é inevitável o diagnóstico dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para o combate da fome na nação. Nesse sentido, o Estado a partir de sua Carta Magna assume a responsabilidade de proporcionar o que é determinado nela, e não a cumpre. Esse cenário, segundo as ideias do filósofo John Locke, caracteriza-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que o cidadão desfrute de direitos indispensáveis, como a alimentação, o que infelizmente é evidente no cotidiano.
Além disso, é fundamental apontar a pobreza como motivadora de fome no Brasil. Segundo dados de pesquisa do IBGE que mostram a elevada porcentagem de miséria no país, principalmente na região nordeste. Diante de tal exposto, observa-se que a pessoa pobre não tem acesso devido a uma refeição diária recomendável a um ser humano, trazendo com o passar do tempo a desnutrição do indivíduo, e posteriormente ocasionar possível óbito. Logo é inadmissível que essa situação se prolongue.
Conclue-se, portanto, a necessidade de se combater essas adversidades. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de maiores oportunidades de educação desde o início, com aplicação de ensino técnico profissionalizante, onde o aluno sairá do ensino médio com uma base educacional e profissional aprimorada, para que no futuro, todos tenham maiores possibilidades de emprego e ocorra a diminuição da carência. Com isso, trará uma vida digna e meios para sua subsistência, a fim de ter acesso a uma rotina de alimentação adequada. Assim se terá uma sociedade mais humana, onde o Estado desempenha corretamente seu papel, pela efetivação dos elementos elencados na Constituição Federal.