A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 12/09/2021

A Constituição Federal de 1988, que institui a lei suprema em território brasileiro, prevê em seu artigo 6º o direito à alimentação para todos os seus cidadãos. Em contrapartida, tal prerrogativa não ocorre quando se observa a  fome crescente no país, motivada pela educação precária e o desemprego exacerbado.

Em primeiro plano, pode-se destacar que o ensino escolar sofre constantemente com o sucateamento de seus materiais e espaços, além do uso de metodologias não atrativas para os alunos, tais fatores em conjunto geram desinteresse e podem levar a evasão escolar. Consoante a isso, conforme Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, “A educação é a melhor arma que você pode usar para mudar o mundo”, fala que confirma a importância de tal recurso para o bem-estar social.

Ademais, é notório que os índices de desemprego no Brasil elevam-se a cada dia mais, também associados ao ensino, o que influencia na falta de verba da população para obter uma alimentação adequada. De acordo com o IBGE -Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- cerca de 13,5% dos indivíduos enfrentam o desemprego e 20,5% do país não possui a quantidade de comida necessária, números que comprovam a necessidade do enfrentamento de tal problemática com urgência.

Destarte, com o fito de atenuar esse impasse, as escolas devem modificar o estilo de aplicação das aulas, tornando-as mais atrativas -por meio de vídeos, filmes e debates atuais- assegurando maior incentivo na formação de crianças e jovens. Além da distribuição de lanche e almoço todos os dias como estímulo e auxílio. Dessa forma, será possível evitar a evasão escolar, o que eleva o número de pessoas no mercado de trabalho e soluciona a questão a longo prazo, garantindo o cumprimento da legislação e do pensamento de Mandela.