A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 20/06/2021

Conforme Nicolau Maquiável, no livro “O príncipe”, o governo dispõem-se a incubência de operar e ter como objetivo o bem universal. Diante dessa perspectiva, ao analisar à questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores, percebe-se que a proposta do filósofo não se mostra presente, pois essa problemática é tratada com desleixo por parte do Estado, deste modo, é indubitável uma desigualdade social. Além do mais não é vista com relevância por parte dos cidadãos.

Em primeiro lugar, precisa-se salientar da ausência de medidas governamentais para combater a situação da fome no país. Nesse sentido, observa-se uma crise financeira, visto que mais de 7 milhões de brasileiros possuem dificuldades para se alimentar, de modo que o desequilíbrio econômico é uma ação que ataca ferozmente a população. Essa conjuntura, segundo às ideias do filósofo contratualista

John Locke, configura-se como uma violação do seu “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os indivíduos desfrutem de direitos indispensáveis como a alimentação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a omissão por parte dos cidadãos do Brasil como um fator influenciador dessa narrativa. De acordo com a filósofa francesa Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Diante de tal exposto, nota-se que um enorme número de pessoas sofrem com escassez de comida, entretanto a maioria dos indivíduos que não pepertuam com essa realidade não se manifestam contra esse enredo, de forma que se adequam a essa condição social. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescendível que o Ministério Público atue com sabedoria sobre o tema a fim  de oferecer uma garantia na alimentação, criando locais públicos para pessoas de extrema pobreza e aumentando a taxa de

empregos com o intuito de remuneração salarial para melhorar financeiramente o país. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e igualitária, desempenhando seu “contrato social” corretamente, tal como afirma John Locke.