A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 20/07/2021
Em consonância com o livro “Quarto de Despejo” de Caroline Maria de Jesus, o maior espetáculo do pobre na atualidade é comer. Assim como na obra abordada, observa-se na conjectura brasileira, devido a uma agricultura orientada para exportação, que a questão da fome é um obstáculo. Ademais, é preciso salientar ainda, um dos motivadores a estrutura agrícula, com o baixo investimento na agricultura familiar.
Inicialmente, faz-se pertinente destacar a valorização da exportação de commodities agrícolas em detrimento com o mercado nacional. Isso porque, diante de um mercado exterior mais lucrativo, torna-se excelente para a balança econômica do país. Todavia, para população vunerável mostra-se um empecilho, visto que, a menor oferta de alimentos resulta na alta de preços, e posteriormente na insegurança alimentar. Tal comportamento, persiste desde o colonialismo em que o abastecemento da metrópole era mais importante que o da colônia.
Outrossim, faz-se necessário ressaltar a indolência estatal no apoio finaceiro aos produtores de pequeno e médio porte. De acordo co o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) 70% dos alimentos consumidos pelos cidadões é proveniente da agricultura familiar. Desse sentido, é perceptível a relevância destes na alimentação, apesar que devido a falta de incentivo do governo a produtividade é baixo, em contrate com a produção em grande escala para exportação.
Portanto, a fim de resolver o impasse da fome do Brasil, o Estado em parceiria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e alimentação, deve promover políticas públicas por meio maior facilitacão a subsídios agrícolas ao pequenos produtores, assim será ofertado alimentos mais baratos a população. Além disso, a criação de um projeto govenamental junto com esses produtores, no qual a população carente receberia um “vale feira”, com núcleos em várias cidades onde poderia comprar diretamente do produtor.