A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 22/06/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6˚, o direito à alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa que a fome no Brasil está presente em diversas famílias, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social, tão importante.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de alimentação nos domicílios , seja ela leve, moderada ou grave. Nesse sentindo, identificamos que o principal motivo é a má distribuição de renda no Brasil, enquanto uns ganham milhões, outros passam fome por não ter um real sequer. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a alimentação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais é fundamental apontar a ineficácia na divisão de alimentos, devido  maior parte da comida produzida no Brasil ser exportada, aumentando assim o custo dos alimentos, servindo como impulsionador para a fome no Brasil. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de três  quintos da população do norte e nordeste passam por dificuldades na hora das refeições. Diante de tal exposto, se a distribuição dos alimentos fossem geridas de maneira justa, os alimentos seriam mais acessíveis , consequentemente diminuiria os índices de fome. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos.Para isso, é imprescindível que o Ministério da Cidadania -órgão executivo responsável pelas políticas de desenvolvimento social, esporte e lazer- crie programas governamentais que oferece cestas  básicas e uma pequena quantia em dinheiro para os domicílios em que as famílias passam fome, por intermédio de doações de empresário e com ajuda da mídia  para divulgação das campanhas, a fim de contribuir com aqueles que falta alimento em seus lares. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirm John Locke.