A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 08/07/2021
O romance “Vidas secas” de Graciliano Ramos narra a trama de uma família de retirantes marcada pela miséria. Tal obra evidencia a histórica problemática da fome no Brasil, a qual persiste de forma expressiva na realidade hodierna. Sob esse prisma, é necessário analisar os principais motivadores desse cenário, como a forte desigualdade social e a negligência do Estado.
Nessa conjuntura, é de caráter basilar a menção do Artigo 6º da Carta Magna, o qual estabelece a alimentação como um direito fundamental à todos os indivíduos. Contudo, a alta porcentagem de cidadãos que se encontram em estado de fome e insegurança alimentar revela a não concretização dessa diretriz. Isso ocorre devido à grave assimetria social presente na nação, a qual impede que muitas pessoas não consigam garantir suas necessidades básicas. Nesse sentido, é evidente que a pandemia do novo coronavírus escancarou esse impasse, uma vez que o sustento de várias famílias foi interrompido ou prejudicado, fato que contribui para a persistência e aumento da fome no país.
Outrossim, cabe revelar a inércia governamental em relação ao combate à fome. Isso ocorre pois o caráter neoliberal do governo privilegia a alta elite enquanto políticas sociais são deixadas em segundo plano. Fato que comprova esse panorama é o aumento, segundo a revista Forbes, de bilionários no período da pandemia, ao passo que o quadro da fome é progessivamente agravado. Assim, é notável que a dignidade e o bem-estar de vários cidadãos são comprometidos devido à ganancia e à falta de altruímos de uma classe dominate nas esferas política e econômica.
Destarte, é de essencial importância que organizações não governamentais (ONGs) arrecadem alimentos para brasileiros em necessidade. Tal ação deve ocorrer por intermédio de uma campanha midiática - a qual deve ser veiculada nos grandes meios de comunicação e conter a participação de artistas e influenciadores - e possui o objetivo de mitigar a fome por meio da solidariedade. Ainda, é necessário que o Estado cumpra sua função social e garanta a segurança alimentar da população, mediante ao desenvolvimento de políticas públicas robustas.