A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 27/07/2021

Conforme dados atuais do IBGE, pela primeira vez em 17 anos, metade da população brasileira não tem segurança alimentar. Nesse interím, decorrente da crise econômica no Brasil, muitos indivíduos estão em vulnerabilidade social visto a falta de políticas públicas. Além disso, a fome é intensificada por fatores como a pobreza nas periferías e a carência de assistência à população rural. Logo, é premente que o Poder Público tome medidas para reduzir a fome no país.

Nessa perspectiva, vale apontar que a falta de empregos acarreta à falta de recursos para suprir a nessecidade básica da alimentação. De fato, segundo o Índice de Gini, o Brasil está entre os dez países com maior desigualdade do mundo. Sob essa óptica, enquanto parte da população vive com farturas, outra grande parte enfrenta pobreza e fome,posto que as políticas públicas vigentes são ineficientes para geração de trabalho e renda, é primordial investir em Educação, como cursos de qualificação gratuitos para reduzir o desemprego e melhorar a média dos salários. Dessa forma, pode-se inferir ser inadimissível que esse impasse seja negligenciado pelo Governo.

Outrossim, é evidente a insegurança alimentar da população rural, pois elas dependem das condições climáticas e ambientais para agricultura de subsistência. Contudo, há um cenário econômico contrastante, pois o Brasil é um dos principais produtores agrícolas do mundo de acordo com uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária( Embrapa). Nesse contexto, é notório a desigualdade entre a agricultura latifundiária, que é voltada para a exportação, e a agricultura rural,que serve para subsistência, com isso, muitas famílias rurais no país enfrentam dificuldades financeiras para obter o alimento. Sob esse viés, torna-se necessário que o Estado volte sua atenção e auxilie a população rural em vulnerabilidade. Desse modo, depreende-se ser inaceitável a inobservância governamental sobre esse entrave.

Dessarte, faz-se imprescindível a mitigação dos empecílhos atuais. Para isso, cabe ao Ministério da Educação criar cursos presenciais de qualificação profissional gratuitos voltado para as pessoas em vulnerabilidade social, com o objetivo de reduzir o desemprego, por meio de cursos de capacitação e direcionamento para setores do mercado com mais oportunidades, como nas indústrias e nas construções civis. Ademais, urge que o Ministério da Economia facilite empréstimos para os agricultores de subsistência , por meio da redução de burocracias, a fim de auxiliar a geração de renda e as relações comerciais da população rural, além de dar incentivos fiscais para grandes produtores e empresas realizarem parcerias com os microprodutores.Assim, irá melhorar a questão da fome no Brasil exposta pelo IBGE.