A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 23/06/2021
O escritor inglês Thomas More, na obra Utopia, retrata uma sociedade perfeita, cujo corpo social caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, ao analisar a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores, percebe-se que tal afirmação não condiz com a realidade, seja pela falta de condições para comprar o alimento, seja pela ineficiência do Estado.
Nessa perspectiva, destaca-se a dificuldade financeira como agente contribuidor para a fome. Assim sendo, em conformidade com o documento publicado em 2014 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentre 2,1 milhões de domicílios, pelos menos uma pessoa passou um dia inteiro sem comer devido à falta de condições para comprar comida. Desse modo, verificam-se que esses dados são consequências da desigualdade social, uma vez que a má distribuição de renda é bastante expressiva na sociedade, como também, a má administração dos recursos naturais influencia em desastres como a seca, levando a uma produção insuficiente para alimentar uma família.
Ademais, a ineficiência estatal corrobora com o aumento da problemática. De acordo com Friedrich Hegel, o Estado deve proteger seus filhos. No entanto, note-se uma carência de medidas que possam dar apoio as famílias em condições lamentáveis, visto que não há progresso em questões como a reforma agrária, na qual deveria proporcionar terras a pessoas que as aproveitariam melhor. Além disso, vale ressaltar as políticas economias mal planejadas, que deveriam investir e dar suporte às regiões com maior concentração de fome, como é o caso da região Nordeste.
Portanto, compete ao Estado, que tem como função social garantir o bem estar da população, dar suporte as regiões com maiores índices de fome. Essa ação pode ser realizada por meio de projetos que visam o maior aproveitamento da terra, tal como sua maior produção. Outrossim, fazem-se necessárias iniciativas que buscam melhores distribuições das terras, como também a criação de instituições que aspiram ajudar as famílias mais vulneráveis a fome. Espera-se, com isso, a redução da fome no Brasil, assim como que o Estado possa proteger seus filhos, como propôs Friedrich Hegel.