A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 24/06/2021
A Constituição Federal de 1988- documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à alimentação como inerente à todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão da fome no Brasil, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse caso. Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a fome no Brasil. Nesse sentido, sabe-se que vários motivos vem causando esse problema, exemplo disso é o número elevado de desemprego no país essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como violação do “contrato social” , já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadões desfrutem de direitos indispensáveis, como a alimentação e o trabalho, o que infelizmente é evidente no país. No entanto, é fundamental apontar a pobreza como impulsionadora da fome no Brasil. A desigualdade cresce cada vez mais e o preço dos alimentos aumentam a cada dia. Diante de tal exposto, é notório que enquanto poucos tem muito, muitos têm pouco, e isso ocasiona a fome no país. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar. Infere-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de campanhas, crie projetos de doações de alimentos para pessoas desempregadas e famílias carentes- a fim de diminuir a questão da fome no Brasil. Assim, torna-se possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos na Magna Carta.