A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 24/06/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. Entretanto, no Brasil grande parte da população não vivencia essa premissa, a qual está marcada pela fome em várias escalas. Nesse sentido, é perceptível a configuração de um problema emergencial que tem como base a insuficiência legislativa e o individualismo da lógica capitalista.
À princípio, deve-se salientar a ausência de medidas governamentais para a garantia de acesso à alimentação a todos os brasileiros. Para Thomas Hobbes, o Estado é o responsável por assegurar tal direito humano contemplando, assim, o bem-estar da população. Porém, a deficiência no cumprimento do direito à segurança alimentar em todos os níveis caracteriza o quadro instaurado de fome no país. Logo, negando, não apenas, o acesso a ítens para suprir uma necessidade básica, como, também, a manuntenção da saúde; já que a falta de alimentos pode levar a hipovitaminoses e à desnutrição.
Outrossim, a priorização de interesses financeiros entre países é um entrave no que tange ao problema. Segundo Zigmunt Bauman, os valores modernos de sociedade passam pela lógica de mercado. Tal constatação é percepítivel na questão da fome no Brasil. Como terceiro maior exportador de alimentos do mundo e grande produtor de gêneros agrícolas é lastimável que brasileiros padeçam de um problema primário. Dessa forma, é urgente que ocorra uma mudança na estrutura logística de produção de alimentos e de sua distribuição no país.
Portanto, é imprescindível intervir sobre o problema. O Estado deve investir em políticas públicas que atendam a demanda por alimentos dentro do país, por meio do barateio do custo final da produção alimentar, a fim de permitir que mais pessoas vivenciem a segurança alimentar. Além disso, é importante priorizar o pequeno produtor, investindo em sua propriedade, para que este mantenha a circulação de alimentos em localidades mais vulneráveis contribuindo, então, para o combate à fome.