A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 25/06/2021
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, garante o acesso à alimentação. No entanto, a população se mostra distante da realidade prometida pelo documento, haja vista que a questão da fome no Brasil é um problema de grande proporção. Dessa forma, entende-se que o silenciamento, bem como a desigualdade regional, apresentam-se como fatores motivacionais desse entrave.
Em primeiro plano, é necessário ressaltar que a sociedade atual silencia a discussão sobre a fome. A esse respeito, o filósofo alemão Jurgen Habermas, em sua ‘‘Teoria da Ação Comunicativa’’, defende que a comunicação é o primeiro passo para a resolução de um problema. Entretanto, pode-se perceber que tal diálogo não acontece de fato, uma vez que o debate sobre a fome não é tratado com a devida importância, sendo assim, negligenciada. Esse cenário, certamente, configura-se como desagregador e não pode ser ignorado.
Ademais, outro fator responsável pela questão da carência de alimentos é a má distribuição de comida no território brasileiro. Sob essa perspectiva, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura que todos os seres humanos nascem iguais em dignidade e em direitos. Todavia, observa-se que tal isonomia não ocorre na realidade, visto que a região do Nordeste é o local em que mais sofre com esse problema. Nesse viés, enquanto parcela do país for privilegiada, o direito constitucional será uma realidade distante para parte da população.
Fica evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas para mitigar esses fatores. Cabe à sociedade, responsável pela mobilização de grupos, em parceria com as prefeituras locais, realizar mutirões com associações às empresas alimentícias, com o fito de mobilizar o tecido social e, assim, adquirir alimentos para serem distribuídos em locais nos quais a fome é mais severa. Deste modo, os brasileiros verão o direito garantido pela Constituição como uma realidade próxima.