A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 04/07/2021

Em seu livro-diário, “Quarto de Despejo”, Carolina de Jesus descreve sua vivência na comunidade e seus modos para sobreviver e alimentar suas filhas. Por analogia, denuncia o descaso social e a exploração humana. Decerto, a trama traz como consequência a fome vivenciada pelos cidadãos brasileiros e seus fatores, tais como desigualdade social, altos preços dos alimentos e má distribuição agrária.

Nessa perspectiva, a favela é um dos maiores palcos que se remete grande parte da população que passa fome. A saber, a autora supracitada ilustra, por exemplo, a dificuldade de ser mãe solteira nesse contexto de extrema pobreza: “Mas o custo dos gêneros alimentícios nos impede a realização dos nossos desejos. Atualmente somos escravos do custo de vida”. Com essa passagem, nota-se que a falta por preços mais acessíveis intensifica a problemática.

Por outro lado, a má distribuição de terras brasileiras favorece para o descaso social. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 7% da população está enfrentando a fome e a subnutrição, que consta que a terra agrícola ocupada é para exportação. Diante disso, apresenta toda uma complexidade de um sistema de exploração, humilhação e alienação, causando grande impacto na cidadania desses indivíduos.

Diante dos fatos mencionados, são essenciais medidas operantes para a suavização dos fatores motivadores da questão da fome no Brasil. Para isso, compete ao Estado, que por meio do poder Legislativo, crie uma lei que aumente a valorização agrária e, assim, ocorra maior importação. Em seguida, o Ministério da Cidadania, em parceria com ONG’s e empresários donos de supermercados, crie um programa de mercados com preços populares para que forneça alimentos básicos mais acessíveis, visando garantir uma melhor qualidade de vida dessa parte da sociedade marginalizada.