A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 27/06/2021

Nas vitrines dos “shopping centers”, a ostentação de pratos caros e a luxúria dos restaurantes escancaram a realidade de desigualdade social nos centros urbanos brasileiros. Entre os excessos e o desperdício de alimentos, a situação na periferia e no campo é totalmente oposta, a qual está marcada pela pobreza e pela miséria. Nesse panorama, a fome ganha notoriedade no Brasil, alicerçada no amargo contraste de classes e na contradição de um país agroexportador e, ao mesmo tempo, de famintos. Dessa forma, é urgente ações do Estado para contornar esse revés habilmente.

Diante desse cenário, a exploração do trabalhador e a concentração de renda são fatores evidentemente motivadores desse problema, uma vez que acentuam as diferenças das classes sociais no Brasil. Enquanto aquele limita o operário a uma remuneração insuficiente na composição de sua renda familiar, o outro se mostra como consequência enraizada de um sistema econômico baseado na Mais-valia. Para esse conceito marxista, o lucro obtido na exploração não somente enriquece a burguesia, como também infla a bolha da desigualdade social. Com isso, ratifica-se tal situação com o dado de 10,3 milhões de famintos em terras tupiniquins segundo o IBGE, revelando, assim, a fome como uma questão ainda não resolvida no país.

Outrossim, tem-se a contradição de uma nação de destaque na exportação de alimentos no âmbito internacional, porém convive ainda com o alarmante número de pessoas em condições de insegurança alimentar. Nesse ponto, inclui-se à discussão o desamparo do pequeno agricultor por políticas públicas plausíveis, visto que ele é responsável pela maioria dos alimentos consumidos pela população brasileira de acordo com a ONU. Somado a isso, observa-se expansão do agronegócio que apesar da alta eficiência produtiva, volta-se quase exclusivamente ao mercado internacional, monopolizando a produção no país. Dessa forma, a agricultura familiar é fragilizada, encarecendo o acesso a alimentos e, ao mesmo tempo, reduzindo o prato dos brasileiros.

Portanto, é necessário ação do Estado em desenvolver e aprimorar políticas públicas de estímulo ao pequeno agricultor e programas sociais como Bolsa Família. Primeiramente, o Ministério Agricultura deve fornecer auxílio econômico como incentivos fiscais ao pequeno agricultor. Além disso, deve facilitar o acesso ao aperfeiçoamento de técnicas de plantio e colheita baseadas em estudos como do Embrapa e das universidades federais com cartilhas desenvolvidas para esses grupos para, assim, tornar a produção de alimentos eficiente e acessível. Ademais, lapidar o sistema de cadastro do Bolsa Família com a finalidade de agilizar e diminuir a sobrecarga do sistema é essencial, em primeiro plano, para amenizar o quadro de fome no país. Com isso, tornar-se-á possível contornar esse revés