A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 27/06/2021

No livro “A Seleção”, escrito por Kiera Cass, é retratado o país Ílea, um território onde o povo é dividido em castas e enquanto as castas 1 e 2 são as mais ricas, as castas 7 e 8 são as mais pobres, vivendo com péssimas condições de vida e habituadas à miséria e à fome. Fora da ficção, a fome está presente na vida de diversos brasileiros. Logo, é possível pontuar que não só a negligência governamental, como também a desigualdade social, são fatores presentes nessa temática.

Nessa perspectiva, vale ressaltar o descaso estatal como agravante da problemática. Nesse sentido, o filósofo John Locke, caracteriza esse fator como uma violação do “contrato social”, já que o governo não cumpre com a sua função de garantir direitos essenciais à população, visto que 116 milhões de brasileiros estão em situação de insegurança alimentar ou passam fome, segundo dados da Rede de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. Assim, fica claro que essa questão favorece a permanência da fome no Brasil.

Ademais,  é possível destacar a desigualdade social como um desafio nessa temática. Desse modo, de acordo com o IBGE, 6,5% da população brasileira vivem na linha extrema da pobreza, enquanto os mais ricos do país concentram a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres do Brasil, segundo dados da Oxfam. Em vista disso, grande parte da população não tem condições financeiras para manter uma alimentação sufuciente e saudável.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar esse problema. Logo, o Poder Público,  como instância máxima da administração executiva, deve oferecer empregos e cestas básicas para pessoas que vivem em extrema pobreza. Além disso, a prefeitura de cada cidade, através das redes sociais, deve promover ONGs que fazem doação de alimentos para as pessoas mais pobres. Sendo assim, com essas medidas, a miséria e a fome descritas no livro “A Seleção” serão somente ficção ao serem comparadas ao nosso país.