A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 27/06/2021

A pandemia do novo corona-vírus fez com que o Brasil voltasse para o mapa da fome, que o país havia conseguido superar no ano de 2014. Segundo os dados levantados pela Fundação Getúlio Vargas(FGV), cerca de 19 milhões de pessoas estão passando fome no Brasil. Em virtude desse fato, cabe ressaltar o descaso do governo em refazer esse cenário, combatendo o desemprego e distribuindo as riquezas concentradas nas mãos de poucos latifundiários. Portanto, essa situação é extremamente caótica e carece de mudanças.

A priori, dentro dessa perspectiva, a pandemia do novo corona- vírus tem como uma de suas consequências a crise econômica, aumentando o preço dos alimentos, falindo empresas e interferindo no trabalho autonômo, gerando o desemprego. Certamente, esse fato fez com que milhares de famílias perdessem a garantia de uma refeição para o dia seguinte, ou até mesmo possuir uma alimentação rica nos nutrientes importantes para o funcionamento do metabolismo. Analogamente ao pensamento do filósofo iluminista Thomas Hobbes, é dever do estado garantir o bem estar social da população, mas essa não está sendo a realidade brasileira. Prova disso está no corte do auxílio emergencial de apenas  600 reais mensais, que já não era muita coisa devido aos preços dos alimentos, mas que ajudavam muitas pessoas nesse momento difícil que não passou. Dessa maneira, o governo contribui com a fome dessas 19 milhões de pessoas quando recusa-se a ajuda-lás, mesmo sendo o seu dever.

Ademais, a colonização do Brasil foi marcada pela presença da concentração de terras nas mãos de poucos latinfundiários e pela falta de destribuição de riquezas, enquanto uns possuiam alimentação de qualidade, outros morriam de fome. Apesar desse fato histórico ter oorrido nos anos de 1500, o Brasil independente apresenta uma herança colonial, que contribui com a fome. Outrossim, a presidência recusa-se a aderir uma reforma agrária, que destribuiria as terras não utilizadas entre outros produtores e reabasteceriam o mercado interno, aumentando a quantidade de alimentos, tornado-os mais acessíveis. No entanto, a falta da distribuição de terras aumenta os casos de fome, que são frutos dessa desigualdade.

Em suma, os fatores que motivam a prevalência da fome devem ser combatidos, pois a fome mata. Diante disso, cabe ao governo cumprir os seus deveres, por isso a população, agente histórico de mudanças sociais, deve mostrar ao governo a sua indignação, por meio de manifestações nas ruas e panelaços nas residências. Assim, quando o governo começar a agir, fazendo a reforma agrária e investindo em programas sociais de combate a fome, o Brasil sairá novamente do mapa da fome, diminuindo os casos.