A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 05/06/2022
De acordo com a Constituição Federal de 1988 - norma Suprema responsável por traçar os parâmetros do sistema jurídico -, em seu artigo 3º, é dever do Estado garantir o desenvolvimento nacional. Todavia, no Brasil hodierno, observa-se que esse artigo não é evidenciado de forma plena, uma vez que a fome é um dos fatores que considerável parte da população brasileira enfrenta. Dessa forma, a desigualdade social e a baixa escolaridade são razões que precisam ser analisadas, a fim de mitigar o impasse.
Nessa perspectiva, pontua-se a disparidade econômica como influente no revés. A esse respeito, o escritor Ariano Suassuna defende a existência de uma injustiça secular capaz de dividir a nação brasiliana em duas vertentes: a dos favorecidos e a dos despossuídos. Sob essa lógica, a parcela populacional que se encontra no grupo desfavorecido não é detentora de poder aquisitivo que permita condições estavéis, que garanta o alimento básico do cotidiano, o que, por fim, ocasiona a pobreza e fome. Contudo, necessita-se de meios que amenizem a situação da população vítima da desigualdade secular.
Outroassim, a baixa escolaridade é, também, forte empecilho à resolução do óbice. Sob essa lógica, o poeta John Miton já afirmava: “acima de todas as liberdades, dê-me a de saber”. A partir do trecho exposto, ver-se a discrepância entre a ideia do poeta e a realidade da nação tupiniquim: à medida que aquela defende o saber como direito e forma de autonomia, esta apresenta um número preocupante de pessoas que não correspondem às exigências escolar, indivíduos que não completaram o ensino fundamental, médio e superior, enfrentam dificuldades com o mercado de trabalho, se com com os estudos já é complicado, sem, consequentemente é pior.
Portanto, com a finalidade de diminuir a taxa de fome no Brasil, urge que o governo federal, como instância máxima da administração executiva, em conjunto com grandes empresas, crie projetos associados a fome e distríbua alimentos à populações carentes, todos os meses. Além disso, faça campanhas e publicidades sobre a importância dos estudos, para que motive os cidadãos a estudarem, e ocuparem algum cargo melhor no mercado de trabalho.