A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 28/06/2021

Sob a perspectiva de Mahatma Gandhi, “Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome”. De maneira análoga, percebe-se que no Brasil há um grande debate acerca da questão da fome e o que a motiva. Nesse contexto, é necessário que medidas sejam tomadas com intuito de amenizar o problema, que é motivado pelo espirito capitalista dos grandes agricultores brasileiros e pela má distribuição de renda.

Deve-se analisar, de inicio, que o desejo pelo lucro por parte dos grandes agricultores brasileiros é grande responsável pela permânencia da questão, pois enviam a maior parte da produção de alimentos para outros paises, sobrando assim somente o refulgo, e ainda em pouca quantidade para a população do país. De acordo com o político Karl Liebknecht, “A lei básica do capitalismo é você ou eu e não você e eu”. Nesse sentido, verifica-se que, infelizmente, mesmo após avanços sociais nas ultimas decadas, ainda há uma deficiência social, o que faz com que os direitos das pessoas mais carentes permaneçam apenas no papel.

Igualmente, salienta-se, a má distribuição de renda como mais uma das causas dessa problemática, pois as familias com uma melhor renda vão pegar o refugo, mas as familias mais pobres pegaram o refugo do refugo, quando sobra alguma coisa. Segundo o instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE), mais de 7 milhões de pessoas convivem com a fome no Brasil. Consoante a constituição de 1988, um dos objetivos fundamentais da constituição é erradicar a pobreza, marginalização e desigualdes sociais vigentes no país. Portanto, indubitavelmente, faltam medidas efetivas pelas autoridades competentes para resolver o problema da fome seus fatores motivadores.

Portanto, para que o problema da fome deixe de existir no contexto brasileiro atual, medidas precisam ser tomadas. Cabe ao governo federal criar politicas públicas que garantam a segurança alimentar e uma distribuição de renda mais justa que faz parte do contrato social, segundo o filósofo Imannuel Kant, uma vez que só o estado tem o poder de fazer essas mudanças positivas acontecerem. Outras medidas devem ser tomadas, porém, de acordo com Oscar Wilde, “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”.