A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 28/06/2021
Na obra literária “Quarto de despejo” de Carolina Maria de Jesus, é retratado o dia-a-dia da autora e sua luta para alimentar os seus dois filhos, fora das páginas dos livros isso não é diferente. Ao comparar o cotidiano de Carolina e a atualidade, percebe-se que apesar do tempo ter passado o problema não mudou. Assim, faz-se necessária uma solução para a falta de recursos para garantir a estabilidade alimentar e do agravamento do quadro na pandemia.
Pode-se observar que, mesmo o Brasil sendo um dos 3 maiores produtores do mundo, segundo a ONU, os brasileiros ainda enfrentam dificuldades para adquirir esses alimentos. Isso se dá por conta do agronegócio no país visar a exportação, aumentando o PIB, mas não auxiliando na questão da fome, o que faz os produtos ficarem cada vez mais caros. Dessa forma, torna-se quase impossível o cidadão, com o baixissímo salário recebido, ter uma boa alimentação.
Com isso, o aumento do percentual da população na cituação de insegurança alimentar pode ser maior, ainda mais, por conta da pandemia de covid-19. A pesquisa do IBGE de 2018 aponta que 10,3 milhões de brasileiros passam fome, esse número foi reduzido em 2020 por conta do auxilio emergencial, ofertado pelo governo, porém quando ocorrer o corte o problema será intensificado por conta da alta na inflação.
Neste viés, medidas são necessárias para assegurar uma alimentação de qualidade e solucionar a fome de modo permanente. Por isso, o Ministério da Econômia deve criar um projeto de lei para ser entregue à Câmara, que constará a distribuição de cestas básicas para as famílias em insegurança alimentar, segundo o IBGE, e propor o aumento do salário mínimo com o objetivo de estabilizar a alimentação dos brasileiros. Para que o relato de Carolina Maria de Jesus não seja a realidade de mais nenhum cidadão.