A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 30/06/2021
Ao longo dos anos o homem foi se civilizando, criando e resolvendo questões econômicas, sociais, tecnológicas e políticas. Entretanto, algumas ainda são muito complexas de serem solucionadas. Uma delas é a questão da fome no Brasil, que é respectiva à falta de comida para milhares de pessoas. É um tanto quanto delicada de se tratar por dois de seus fatores motivadores estarem correlacionados. Sendo eles, a pobreza e a desigualdade social. A insuficiência de alimento para dezenas de pessoas é devida à pobreza e ao desequilíbrio social. A priori, a relação entre essas duas causas é que quanto mais uma região sofrer desigualdade, mais intenso será a situação de miséria das camadas mais baixas da população. Sendo assim, são diretamente proporcionais. É possível citar a realidade de algumas pessoas que vivem na região Nordeste do país. Segundo dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, essa área possui quase a metade da porcentagem de pobreza do país. E, proporcionalmente, é a que mais sofre com discrepâncias sociais. Ademais, a fome é uma consequência disso tudo por estar inserida no contexto de pobreza. Esta é definida como a falta do que é necessário para o bem-estar material (boa nutrição, estudo, relacionamentos saudáveis, abrigo e etc). Além disso, a desigualdade social é um processo existente dentro das relações da sociedade, presente em todos os países do mundo. Mas há certos lugares em que está torna-se extremamente evidente, e acaba implicando em direitos básicos do ser humano. A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6º o direito à alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Sendo assim, a fome fere a constituição. E a fome é resultado de desigualdades muito evidentes. Como por exemplo, há pessoas no país que podem pagar por uma universidade privada de valor superior a 2 salários mínimos. Enquanto outras, nem acesso a educação pública tem. A fim de atenuar o problema, o estado pode implantar programas sociais que visem amenizar a desigualdade, desencadeando uma reação em cadeia. Já que a fome é consequência da pobreza e das diferenças sociais. Esses podem ser impostos como obrigatórios para todos os estados, e funcionar de maneira com que ,ao menos a alimentos, as camadas mais desfavorecidas tenham acesso.