A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 29/06/2021
“Vidas Secas”, “O Quinze”, “Men e Caranguejos”, e muitas obras literárias que retratam a pobreza e a fome no Brasil desde o século XIX. Hoje, muitos anos depois, devido à má distribuição de renda, aumento do desperdício de alimentos e falta de planejamento para distribuição nacional, os cenários dessas histórias ainda são realistas.
Em primeiro lugar, a enorme desigualdade social é uma das principais causas da fome no país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 25,4% da população vive na linha da pobreza, sendo a maior proporção no Nordeste, com 43,5% da população nessa situação. Em todos os casos, a incidência de pobreza entre as famílias do interior é superior à da capital, o que não só indica problemas climáticos que afetam a região, como a seca que ameaça a agricultura, mas também indica que a população do Nordes
Outro agravante é a má distribuição de alimentos na região. Segundo estudo da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, no Brasil, quarto maior produtor de alimentos do mundo, 50% dos estoques são perdidos durante o transporte e distribuição. A embalagem danifica os alimentos. No centro de abastecimento e comercialização. Além disso, as famílias brasileiras perdem 41 mil toneladas de alimentos por ano, ou seja, isso não é apenas um problema econômico, mas também sociocultural, o alimento consumido tornou-se um produto de consumo e não uma necessidade.
Portanto, é sabido que o problema da fome não se deve apenas à falta de planejamento governamental, mas também à falta de conscientização da população. Portanto, é necessário um marco regulatório sobre o assunto para evitar o desperdício domiciliar por meio de leis que controlem a quantidade e a qualidade dos resíduos alimentares de cada domicílio. A padronização da embalagem de acordo com o tamanho e peso do produto também é fundamental.