A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 02/07/2021

Sabe-se que o Brasil é uma das maiores potências agrícolas mundiais, com uma área agricultável de 550 milhões de hectares – o equivalente aos territórios somados de 32 países da Europa. Em contrapartida, a fome continua um problema muito presente nas famílias brasileiras devido a fatores como a desigualdade social e a falta de escolaridade. Logo, este assunto merece deveras atenção para que medidas sejam tomadas e, assim, a fome no Brasil seja combatida.

Segundo o Artigo 1.º da Declaração dos Direitos Humanos, " Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos." Por mais que este direito seja considerado imprenscindível, ele não é colocado em prática da forma como deveria ser. Nesse tocante, é inegavel que a ocupação do Brasil entre os dez países mais desiguais do mundo seja um grande exemplo da desvalorização desse direito no país. Consequentemente, com o alto índice de desigualdade vem o aumento nas taxas de fome graças as privatizações impostas na sociedade, dando, assim, o direito de uma alimentação de qualidade apenas para aqueles que tem condições de comprar alimento que, graças a inflação econômica brasileira, vem sofrendo uma grande elevação de preço.

Ademais, os índices de escolaridade do Brasil caindo cada vez mais também évisto como um grande fator motivador para o aumento da fome. Acerca dessa lógica, com o mercado de trabalho se tornando cada vez mais seletivo, pessoas sem escolaridade possuem escassas opções de emprego e com as opções de emprego se tornando limitadas, muitos acabam desempregados; o que quer dizer sem salário, e sem salário não há renda suficiente para a compra de alimento. Diante disso, o problema tende a aumentar ao longo dos anos com a persistência da baixa das taxas de escolaridad, ficando claro a urgência de soluções.

Dado o exposto, é notório que a situação da fome no Brasil é grave sendo necessário a devida atenção sobre esse problema e, também, sobre os fatores que continuam o motivando. Portanto, o Estado deve investir no combate à desigualdade social, por meio da geração de empregos e a melhor distribuição de rendas, de alimento entre as regiões do país, assim, visando que famílias brasileiras consigam possuir renda suficiente para suprir suas necessidades básicas para a sobrevivência. Além disso, o Ministério da Educação deve garantir acesso a educação de qualidade para todos os cidadãos, por do maior investimento financeiro na infraestrutura escolar para, finalmente, empregar a tecnologia como trampolim para o estímulo ao aprendizado.