A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 02/07/2021

É fato que a tecnologia revolucionou a vida em sociedade nas mais variadas esferas, a exemplo da saúde, dos meios de produção e das relações sociais. No que concerne a agricultura, a tecnologia potencializou a produção de alimentos, por meio do aumento de sua produtividade, devido aos avanços científicos e a mecanização no campo. Porém, por mais que surgiram esses avanços tecnológicos, a parcela da população que carece de alimentos ainda é grande no Brasil. Dessa forma, é necessária a reflexão acerca da fome no Brasil e seus agravantes.

Em primeiro plano, precisa-se do entendimento acerca da produção de alimentos do Brasil no que tange ao cenário mundial. De acordo com a BBC, o Brasil é o segundo maior exportador de alimentos do mundo. Esses alimentos, são produzidos em latifúndios, com o sistema de monocultura e são destinados a exportação, esse modo de produção e venda é chamado de agronegócio e ele agrega muito valor ao PIB do Brasil. Todavia, o tipo de produção que mais fornece produtos para a alimentação brasileira não é o agronegócio, são as pequenas propriedades, que utilizam o sistema de cultivo familiar. Essas famílias, produzem alimentos para subsistência e o excedente é vendido. Mas, como sua renda é muito baixa, elas mal conseguem comprar os próprios alimentos que produzem, assim, não tem o que comer.

Ademais, a distribuição de renda no Brasil é  desigual. Segundo a Constituição Brasileira, no artigo terceiro, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais é um objetivo do Brasil, contudo, esse objetivo não tem sido seguido, pois a desigualdade social tem aumentado cada vez mais no país, consequentemente gerando mais fome também.

Infere-se, portanto, que apesar da importância do agronegócio para o Brasil, também é necessária a atenção aos pequenos proprietários, que proporcionam a maior parte da alimentação ao país. Por isso, cabe ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), criar políticas públicas de apoio a esses pequenos proprietários, tais como a concessão de subsídios, a fim de possibilitar a expansão de seu plantio e infraestrutura, além de permitir a diminuição dos preços dos alimentos, para que a sua compra seja mais viável para a população e, assim, a  fome no país seja minimizada. Cabe também, ao Tribunal de Contas da União, conceder esses subsídios para que essas políticas possam ser efetivadas.