A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 04/07/2021
De acordo com a Constituição Brasileira, à alimentação é um direito social que deve ser garantido pelo Estado. No entanto, a existência do problema da fome na sociedade coloca em evidência a invalidade desse direito para muitos cidadãos. Nesse sentido, o ensino público de baixa qualidade somado com a má destribuição de renda são fatores motivadores para a desigualdade do acesso a alimentação.
Em primeiro lugar, segundo Thomas Hobbes, filósofo inglês, é dever do Estado promover o bem-estar social. Entretanto, a carência de investimentos do Governo na educação pública do país, ou seja, verbas destinadas a infraestrutura escolar, principalmente nos locais periféricos, por exemplo, colabora para um ensino de menor qualidade. Desse modo, consequentemente, interfere na preparação do indivíduo para competir no mercado de trabalho na busca de emprego qualificado e de melhores sálarios. Dessa meneira, influencia no aumento da desigualde ao acesso à alimentação de boa qualidade prejudicando, assim, o bem-estar do sujeito.
Ademais, conforme a Organização das Nações Unidas, o Brasil é o segundo país do mundo com as maiores concentrações de renda. Nesse contexto, é indiscutível a má destribuição de poder aquisito, problemática que fomenta o alargamento da desigualdade social. Isso ocorre porque, desde o período da abolição da escravidão, em 1822, a nação marginalizou a população mais pobre com a falta de direitos básicos, como educação e moradia, isso provocou a segregação das camadas mais vuneráveis de usufruir de poderes constitucionais, como o da alimentação. Logo, é inaceitável que uma parcela pequena da sociedade detenha da maior parte do recurso econômico do país.
Inferem-se, portanto, fatores motivadores para o agravo da questão da fome no Brasil. Por isso, o Governo, como maior instância de poder, por meio de verbas governamentais, deve aumentar o orçamento destinado ao setor da educação pública, desde a área da infância até o ensino médio, com o objetivo de melhorar a infraestrutura escolar, principalmente dos locais periféricos, além de ampliar os salários destinados aos professores de escolas públicas, com a finalidade de promover o ensino de melhor qualidade e maior preparo dos estudantes para as disputas no mercabo de trabalho. Assim, o Estado estará promovendo maiores condições para abtenção de poder aquisito favorecendo a diminuição da falta de acesso á alimentação.